Bem-vindos a 2019: como o novo ano pode estimular as boas mudanças nas pessoas e nas organizações

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Por Regina Weber *

É comum iniciarmos um novo ano com energia diferente! É realmente como se quebrássemos um ciclo e começássemos outro. Não é nada físico, afinal não existe uma linha entre 31 de dezembro e 1º de janeiro nos dizendo “fim” e “começo”. Mas emocionalmente ela existe, não há o que contestar. Tentamos sobremaneira finalizar qualquer coisa até dezembro. E janeiro é o marco das promessas. Isso acontece porque vemos o novo ano como oportunidade de mudança. As pessoas estão realmente com disposição interna muito forte para o novo.

Esse momento de prontidão das pessoas pode ser ideal para as empresas proporcionarem a elas um processo de desenvolvimento efetivo e verdadeiro.

A maioria das organizações trabalha arduamente no Planejamento Estratégico nos últimos meses do ano. Isso significa que quando o novo ano chega, já estão definidas todas as metas e resultados esperados para o próximo período. Mas nem sempre as pessoas que ajudarão a construir esse processo — e que são parte fundamental para o alcance dos resultados — estão prontas para isso.

Crescimento sustentável está ligado ao potencial individual e coletivo

De uma forma ou de outra, o que toda organização busca é crescimento e transformação. Mas vale lembrar que crescimento sustentável e transformação positiva de sucesso dependem tanto do negócio (produto, qualidade, mercado) quanto do potencial individual e coletivo de seus gestores.

Aqui cabe bem a frase de Mário Quintana: “Livros não mudam o mundo, quem muda o mundo são as pessoas. Os livros só mudam as pessoas!” Todo o processo de transformação de uma organização depende primeiramente da transformação das pessoas, dos gestores dessa empresa. Quem transforma as organizações são as pessoas!

Desenvolver o grupo de gestão é criar uma base sólida, ou seja, que possa sustentar o crescimento da empresa, e ao mesmo tempo flexível, ou seja, que possa acompanhar oscilações e mudanças no mundo corporativo. Desenvolver a gestão gera efeitos positivos e transformadores também na cultura organizacional. Afinal, são eles, os gestores, os mediadores entre as metas da organização e o processo/resultado que se dá através das equipes.

E esse processo de desenvolvimento pode e deve ser mais profundo do que apenas ações de treinamento padrão, aquelas que comumente ocorrem em sala de aula. O foco pode estar em promover um desenvolvimento amplo, proporcionando diferentes experiências e possibilitando oportunidade real de crescimento e transformação, pessoal e profissional, que atenda tanto a a posição atual na empresa, como também o estruture para uma posição maior, atendendo assim, também aos processos de sucessão da organização.

Coaching: ferramenta efetiva de desenvolvimento de competências

Uma das formas de desenvolver a gestão e que tem sido amplamente usada por muitas empresas, principalmente com grupos avaliados e mapeados para sucessão, é o processo de Coaching. O Coaching vem se mostrando uma maneira bastante efetiva de desenvolver competências de lideranças por meio da reflexão e ação, instigando o processo de aprendizagem organizacional: quem é a organização da qual faço parte, qual a sua cultura, qual o modelo de ação, qual meu papel dentro desse processo, como tenho agido e que resultados tenho obtido, que direção devo seguir etc.

Esse é um processo que se baseia no modelo GROW (Goal, Reality, Options, What), palavra que em inglês significa crescer. O modelo foi originalmente desenvolvido no Reino Unido e amplamente utilizado em coaching corporativo nos anos 80 e 90 como forma de atingir objetivos e resolver problemas. Busca-se a identificação da meta ou objetivo, a percepção do momento atual, as opções e estratégias e a ação a ser tomada pelo Coachee.

O foco do processo de Coaching é sempre o indivíduo, mas com adequada atenção a todo o meio que o cerca e ao seu dia-a-dia. Dessa forma, o Executive Coach pode ser apoiado, ou vice-versa, pelo Group Coach, possibilitando um suporte amplo ao gestor, individualmente e em grupo, com o objetivo de melhorar suas relações, seu desempenho e seu posicionamento frente às demandas, podendo promover uma transformação profissional e pessoal mais sólida.

A mudança pressupõe movimento: bem-vindos ao novo, bem-vindos a 2019!

E não há momento mais propício do que um ano que se inicia para pensarmos em transformação. E ao falarmos de “Esperança” diante do novo ano, devemos usá-la no sentido de expectativa, de desejo e de perspectiva. Vamos deixar de lado o sinônimo de espera. A mudança demanda movimento, ação, busca… é preciso sair do lugar.

Porque num piscar de olhos, vai tocar aquela música novamente, que a cada final de ano insiste em nos lembrar: “Então é natal, e o que você fez”? Mas sem desespero, será apenas o último mês do ano batendo à porta, e o ano novo logo chega e com ele novas oportunidades para transformar pessoas e organizações. Mas, necessariamente, nessa ordem!


* Regina Weber é psicóloga e consultora sênior da Light Source